Musiquinhas
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Música minha, produção do grande bróder Herbert Jazzfunk

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481 plays

Compus a melodia em 1997 ou 1998, sinceramente não me lembro. E já pus várias letras, mas nunca gostei o bastante para tocar em público ou mesmo gravar. Agora, acho que foi - não que esteja uma maravilha, mas eu ao menos me dei por satisfeito. A letra atual é de meados do ano passado.

DIFÍCIL DEFINIR
Fernando Gouveia/gravz/eu

Venha, meu amor, e vamo-nos pra bem longe
de qualquer lugar
Nós dois somos nosso todo,
Nossa certeza de saber que há

O amor
É tão difícil definir
Amor,
Por que você não está aqui?

Talvez nada disso nunca dê certo
E os planos fiquem para lá
Mas é tão perfeito tudo contigo
Até mesmo planejar

O amor
É tão difícil definir
Amor,
Por que você não está aqui?

Beijo sua pele clara e as pintinhas lindas
que eu tento contar
Seu sorriso é bem maior que qualquer verdade
E carrega pra cá

O amor
É tão difícil definir
Amor,
Por que você não está aqui?”

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Tempo ao Tempo produzida por Herbert Jazzfunk.

Música minha, composta em 1999, essa gravação é da semana passada, bem tosca. Daí meu mano Herbert deu um jeito de incluir algumas bagaças e ficou BEM LEGAL - ao menos eu achei.

Evamoquevamo! :D

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469 plays

Gravei essa música há dois anos, acho, e ficou uma bosta. Agora, ficou uma bosta menor (imagino). É do Caetano Veloso, famosa na voz da Maria Bethânia. Gosto muito.

Reconvexo
(Caetano Veloso)

Eu sou a chuva que lança a areia do Saara
Sobre os automóveis de Roma
Eu sou a sereia que dança, a destemida Iara
Água e folha da Amazônia

Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra
Você não me pega, você nem chega a me ver
Meu som te cega, careta, quem é você?

Que não sentiu o suingue de Henri Salvador
Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô
E que não riu a risada de Andy Warhol
Que não, que não, e nem disse que não

Eu sou um preto norte-americano forte
Com um brinco de ouro na orelha
Eu sou a flor da primeira música,
A mais velha mais nova espada e seu corte

Eu sou o cheiro dos livros desesperados, sou Gita Gogóia
Seu olho me olha, mas não me pode alcançar
Não tenho escolha, careta, vou descartar

Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é recôncavo e nem pode ser reconvexo.

ps - a música tem uma variante ‘masculina’ na qual, em vez de “flor da primeira música” fica “som da primeira música”. Gravei assim, modificada - não é invenção minha, há versões assim pelo autor.

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375 plays

Essa música é minha, composta em 1999, já a gravei e tal, mas sempre fica ruim (como desta vez). Valendo agora considerar, também, que foi gravada em casa, no iPhone.

Mas, ok, tá liberado tirar sarro :P

Tempo ao Tempo
(Fernando Gouveia)

Muito se fala
Pra explicar pensamentos
Pra expressar sentimentos
Pra dizer

Muito se tenta
Prolongar os momentos
Os mais lindos momentos
De prazer

Como viver sem um amor aqui dentro?
Como rir, como ser, como esquecer?

Como é possível olhar a chuva na rua
Você sozinha, na sua
E eu sem você?

Quando eu me lembro
Que um dia o quase foi quase
E por pouco o pouco foi muito
Tento esquecer

Não vale a pena toda maneira de amor
Meu amor
Espero, calado, o amnhecer

Sorriso puro, perfeito
Pernas de deusa, seu jeito
Peito, coragem
Seio, prazer

Voz do mais lindo segredo
Medo de abrir as janelas
Do coração que amará você

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449 plays

Gravaçaõ de Baby, fiz hoje (05/10/2011). Essa é, para mim, a música de amor mais foda de todos os tempos e, como é próprio nessas classificações, meu critério é extremamente pessoal - não quero com isso diminuir a beleza da canção, mas ressaltar o quanto marcou minha vida sentimental.

Em tempo: erro feio na parte do “contigo vai tudo em paz”, mas deu preguiça de começar de novo - e nem editei a bagaça em lugar algum; a má-qualidade entrega que voz e violão foram gravadas ao mesmo tempo e… COM O IPHONE :P

Baby
Caetano Veloso

Você precisa
Saber da piscina
Da margarina
Da Carolina
Da gasolina
Você precisa
Saber de mim
Baby, baby
Eu sei
Que é assim
Baby, baby
Eu sei
Que é assim

Você precisa
Tomar um sorvete
Na lanchonete
Andar com gente
Me ver de perto
Ouvir aquela canção
Do Roberto
Baby, baby
Há quanto tempo
Baby, baby
Há quanto tempo

Você precisa
Aprender inglês
Precisa aprender
O que eu sei
E o que eu
Não sei mais
E o que eu
Não sei mais

Não sei
Comigo
Vai tudo azul
Contigo
Vai tudo em paz
Vivemos
Na melhor cidade
Da América do Sul
Da América do Sul
Você precisa
Você precisa…

Não sei
Leia
Na minha camisa
Baby, baby
I love you
Baby, baby
I love you…

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Outra da parceria com Herbert Souza, meu grande bróder! Compus em 2000, gravei voz e violão em 2006, e agora neste ano o mano Herbert pôs baixo e todos os efeitos da produça.

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Música de minha autoria, fiz há muitos anos, acho que em 1994 ou 1995. Gravei voz e violão no estúdio do Sebá e, agora em 2011, meu chapa Herbert acrescentou uma miríade de efeitos e afins.

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20 plays

Caetano fazia marchinhas de carnaval, lançadas como compactos simples, isso durante muitos anos - várias delas foram reunidas no LP “Muitos Carnavais” - ele também regravava alguns clássicos etc. A idéia de cantar “Filha da Chiquita Bacana” seguida de “Chuva, Suor e Cerveja” - tornando-as meio gêmeas - veio em “Circuladô ao Vivo”, de 1992.

"Samba, Suor…" acho interessantíssima porque a letra faz o sonzinho da chuva - deve haver um nome para isso dentre as milhares de figuras de linguagem que nos ensinam. Mas não sei, ou devo ter esquecido. Reparem no som da voz em "abaixo, acho, que a chuva…" e também na outra parte.

E, sim, gravado tudo aqui toscamente, como sói.

A Filha da Chiquita Bacana
(Caetano Veloso)

Eu sou a filha da Chiquita bacana
Nunca entro em cana porque sou família demais…

Puxei à mamãe, não caio em armadilha …
E distribuo banana com os animais

Na minha ilha, iê, iê, iê
Que maravilha, iê, iê, iê
Eu transo todas sem perder o tom

E a quadrilha toda grita iê, iê, iê
Viva a filha da Chiquita iê,iê, iê
Entrei pra “Women’s Libe ra tion Front”

Chuva Suor e Cerveja
(Caetano Veloso)

Não se perca de mim
Não se esqueça de mim
Não desapareça

A chuva tá caindo
E quando a chuva começa
Eu acabo de perder a cabeça

Não saia do meu lado
Segure o meu pierrot molhado
E vamos embolar
Ladeira abaixo
Acho que a chuva
Ajuda a gente a se ver

Venha, veja, deixa
Beija, seja
O que Deus quiser…

A gente se embala
Se embora se embola
Só pára na porta da igreja

A gente se olha
Se beija se molha
De chuva, suor e cerveja…

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699 plays

Só voz, tosquice etc. Mas gosto muito dessa, que também foi gravada pelo REI Roberto.

Muito Romântico
(Caetano Veloso)

Não tenho nada com isso nem vem falar
Que eu não consigo entender sua lógica
Minha palavra cantada pode espantar
E a seus ouvidos parecer exótica

Mas acontece que eu não posso me deixar
Levar por um papo que já não deu
Acho que nada restou pra guardar ou lembrar
Do muito ou pouco que ouve entre você e eu

Nenhuma força virá me fazer calar
Faço no tempo soar minha sílaba
Canto somente o que pede pra se cantar
Sou o que soa eu não douro pílula

Tudo o que eu quero é um acorde perfeito maior
Com todo o mundo podendo brilhar num cântico
Canto somente o que não pode mais se calar
Noutras palavras sou muito romântico

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40 plays

Do Rei Roberto, só voz na tosquice.

Quero Que Vá Tudo Pro Inferno
(Roberto Carlos / Erasmo Carlos)

De que vale o céu azul e o sol sempre a brilhar
Se você não vem e eu estou a lhe esperar
Só tenho você no meu pensamento
E a sua ausência é todo o meu tormento

Quero que você me aqueça nesse inverno
E que tudo mais vá pro inferno

De que vale a minha boa vida de playboy
Se entro no meu carro e a solidão me dói
Onde quer que eu ande tudo é tão triste
Não me interessa o que de mais existe

Quero que você me aqueça nesse inverno
E que tudo mais vá pro inferno

Não suporto mais você longe de mim
Quero até morrer do que viver assim

Só quero que você me aqueça nesse inverno
E que tudo mais vá pro inferno
Oh, oh,
E que tudo mais vá pro inferno

Não suporto mais você longe de mim
Quero até morrer do que viver assim

Só quero que você me aqueça nesse inverno
E que tudo mais vá pro inferno
E que tudo mais vá pro inferno
E que tudo mais vá pro inferno
E que tudo mais vá pro inferno
E que tudo mais vá pro inferno
E que tudo mais vá pro inferno

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49 plays

Não vale rir da pronúncia, obviamente.

London London
(Caetano Veloso)

I’m wandering round and round, nowhere to go
I’m lonely in London, London is lovely so
I cross the streets without fear
Everybody keeps the way clear
I know I know no one here to say hello
I know they keep the way clear
I am lonely in London without fear
I’m wandering round and round, nowhere to go

While my eyes go looking for flying saucers in the sky (2x)

Oh Sunday, Monday, Autumn pass by me
And people hurry on so peacefully
A group approaches a policeman
He seems so pleased to please them
It’s good at least, to live and I agree
He seems so pleased, at least
And it’s so good to live in peace
And Sunday, Monday, years, and I agree

While my eyes go looking for flying saucers in the sky (2x)

I choose no face to look at, choose no way
I just happen to be here, and it’s ok
Green grass, blue eyes, grey sky
God bless silent pain and happiness
I came around to say yes, and I say (2x)


While my eyes go looking for flying saucers in the sky

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30 plays

Uma das primeiras que gravei - sempre na precariedade característica. Foi em 2003, salvo melhor juízo. Há uma coisa engraçada sobre essa música, que é o fato da letra ter sido mudada depois de concluída. Antes, quando gravada por Maria Bethânia, era “e acertou no meio exato da garganta”, mas na regravação, pelo autor, isso virou “e se viu ferido justo na garganta”. Outra particularidade: a forma, digamos, ‘correta’ de executar essa música exige que, ao final, uma parte inteira seja entoada sem emitir palavra - segundo a boataria-dos-fãs, seria algo que não pode ser dito, mas faria parte da música ou algo assim (isso foi alimentado pelo fato de que Caetano já se recusou algumas vezes a falar dessa canção).

O Ciúme
(Caetano Veloso)

Dorme o sol à flor do Chico, meio-dia
Tudo esbarra embriagado de seu lume
Dorme ponte, Pernambuco, Rio, Bahia
Só vigia um ponto negro: o meu ciúme

O ciúme lançou sua flecha preta
E se viu ferido justo na garganta (E acertou no meio exato da garganta)
Quem nem alegre nem triste nem poeta
Entre Petrolina e Juazeiro canta

Velho Chico vens de Minas
De onde o oculto do mistério se escondeu
Sei que o levas todo em ti, não me ensinas
E eu sou só, eu só, eu só, eu

Juazeiro, nem te lembras dessa tarde
Petrolina, nem chegaste a perceber
Mas, na voz que canta tudo ainda arde
Tudo é perda, tudo quer buscar, cadê

Tanta gente canta, tanta gente cala
Tantas almas esticadas no curtume
Sobre toda estrada, sobre toda sala
Paira, monstruosa, a sombra do ciúme

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459 plays

Somente voz etc. Essa é do disco Qualquer Coisa, mas a canção é absurdamente antiga. Marisa Monte também a cantou, foi em NY num show com Arto Lindsay (tenho isso num VHS das antigas, e ele - Arto - viria a produzir “Mais”). Mas gosto mesmo da versão de Qualquer Coisa, claro.

Madrugada e Amor
(José Messias)

Madrugada chegou
O sereno caiu
Meu amor de cansaço
Deitou no meu braço
Sorriu e dormiu
Eu só queria
Que o dia não viesse
Terminar a madrugada
Eu só teria amor
Amor e mais nada

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30 plays

Uma das músicas de que mais gosto. Gravada no velho esquema improvisation. Curiosidade: há uma versão “masculina”, em que se troca “sou flor da primeira música” por “sou o som da primeira música”.

Reconvexo
(Caetano Veloso)

Eu sou a chuva que lança a areia do Saara
Sobre os automóveis de Roma
Eu sou a sereia que dança, a destemida Iara
Água e folha da Amazônia

Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra
Você não me pega, você nem chega a me ver
Meu som te cega, careta, quem é você?

Que não sentiu o suingue de Henri Salvador
Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô
E que não riu com a risada de Andy Warhol
Que não, que não, e nem disse que não

Eu sou um preto norte-americano forte
Com um brinco de ouro na orelha
Eu sou a flor da primeira música,
A mais velha mais nova espada e seu corte

Eu sou o cheiro dos livros desesperados, sou Gita Gogóia
Seu olho me olha, mas não me pode alcançar
Não tenho escolha, careta, vou descartar

Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é recôncavo e nem pode ser reconvexo.